quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pobrezinho do coelhinho!

Poucos somos os 'number one'!



Grazie, signor Simioni!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

¡Hola! Por favor, ¿Cuanto sale el kilo de la naranja?

To até agora tentando dizer esta frase, mas depois de repeti-la mais de vinte vezes ou a gente dá um soco na parede ou morre de rir.


eu morro de rir.


e é por isso que não consigo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Bah... xe pas... peut-être hããã...

Um homem entra sem querer no meio de uma leitura dramática. No início os atores estão colocados como bonecos e alguém tira o pó que está sobre eles. No final, perdia a última folha e não conseguia dar prosseguimento à história. Eu era, na peça, um cantador que cantava muito mal, mas eu não sabia que ele cantava mal: eu cantei mal porque era só assim que eu conseguia. Um cara que parecia o chefe disse que se eu pagasse dez reais poderia sair. Eu dizia para ele me conseguir o arquivo da última folha que eu imprimiria uma cópia para ele. Eram vários atores e apenas uma cena para cada um. Se passava no nordeste, todos liam com sotaque. Eu nunca sabia qual o momento de entrar porque não tinha ensaiado, não sabia qual era o meu personagem. O texto era desconstruído, não havia lógica no que estava sendo dito.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Perdendo tempo (e medos) em apostas

Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile
And I'll gamble away my fright
And I'll gamble away my time
And in a year, a year or so
This will slip into the sea
Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile



Nobody raise your voices
Just another night in Nantes

sábado, 17 de outubro de 2009

Quem? Ou o quê?

Derrida, entre o amor e a morte, entre o qui e o quoi, indicado por madame Quoi:

adlfj çaj dsjfc kjcklsj cx!

(na impossibilidade de integrar o vídeo, lhes deixo o link. C'est la vie... ou la mort, ou l'amour... ¿Vale?).


domingo, 11 de outubro de 2009

Era uma vez uma escova de dentes que queria ser útil ao mundo.

Era uma vez uma escova de dentes que queria ser útil ao mundo. Queria limpar pelo menos uma partezinha do corpo de ao menos uma pessoa no mundo e assim fazer sua parte para o bem-estar social. Acreditava que se cada um fizesse sua parte, o mundo inteiro sairia ganhando e todos seriam higienicamente perfeitos. Sonhava com o dia em que ia adentrar o supermercado aquela pessoa especial pela qual seu coraçãozinho de escova bateria mais forte, a olharia de um jeito especial, e sem hesitação a pegaria e levaria para casa, onde encontraria um lar ao lado de uma pasta e um sabonete líquido. Seria perfeito!


O homem que como um bom homem não estava prestando atenção ao seu entorno, entrou no corredor errado. E se viu perdido no meio das gôndolas. Olhou para o lado e viu uma escova de dentes sorrindo, com cara de cachorro do lado de fora da vitrine. Lembrou-se que, bom homem que era, não trocava de escova havia dois anos e meio. Pegou-a.


Sim, o coraçãozinho bateu mais forte.


Chegou em casa e a largou na pia. A pasta ao seu lado estava toda torta, sinal de que tinha sido apertada muitas vezes e em todos os sentidos. O sabonete não era líquido, e sim em barra. Como já tinha sido prevenida, a escova constatava que realmente o mundo não era perfeito. Mas o sabonete gasto e a pasta apertada lhe davam os sinais necessários para entender que cada um estava sim fazendo a sua parte. E isso lhe dava esperança.


Estava ansiosa para começar seu trabalho, mas o homem, como bom homem que era, foi dormir sem escovar os dentes. Ela, ao contrário, quase não dormiu aquela noite de tão nervosa.


Naquela manhã, o homem levantou sonolento, foi ao banheiro, cumpriu seu ritual diário frente-privada e baixo-chuveiro, passou e repassou frente ao espelho, ajeitou seu cabelo, saiu, voltou, saiu de novo, vestiu-se, comeu e calçou-se enquanto um par de olhos atentos e ansiosos o mirava.


Estava começando a se atrasar. Estava atrasado. Estava muito atrasado. Ao sair de casa, deu um tapa na testa e disse Putz, esqueci de escovar os dentes (e não escovei ontem, e blá blá blá...). Voltou correndo, pegou a escova nova e a pasta amassada, amassou um pouco mais esta última, colocou o sumo sobre a escova e a levou a boca.


Neste momento, do ponto 1 (pia) ao ponto 2 (boca), a velocidade inicial do objeto 1 (mão + escova) foi muito superior a do objeto 2 (creme dental), que estava sobre a escova, permanecendo, este segundo objeto, em inércia. A velocidade de aceleração elevada fez com que o creme dental não conseguisse se segurar e caísse na pia, ao lado do ralo.


Ao colocar a nova escova na boca, o homem teve aquela sensação de estranheza provocada por escovas novas. Cerdas mais durinhas, espaço de contato um pouco reduzido. Olhava para si próprio no espelho, enquanto a água da torneira que tinha deixado aberta (como bom homem que era) levava embora o creme que deveria estar em contato com seus dentes lhe proporcionando um hálito fresco e uma limpeza profunda, como recomendado pelos dentistas.


No andar de cima, o vizinho que não trabalharia aquela manhã despertou com um grito vindo de baixo: Que merda de escova! Nem espuma não faz! Mas logo dormiu, porque não era com ele.


Dentro de uma cesta, dividindo espaço com papéis higiênicos usados, a escova ainda não tinha entendido o que tinha acontecido. Mas já a tinham prevenido que a vida era assim, e que depois disso, tudo recomeçaria em um outro plano, uma nova vida, onde nem se lembraria de seus tempos de escova. O que viria agora, ninguém sabe. Sonhando em virar um carrinho ou uma flor de plástico – ou quem sabe um relógio, ou uma capa de CD, por que não? –, fechou seus olhos e adormeceu.

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