quinta-feira, 20 de maio de 2010

Não tá morto quem luta e quem peleia - Parte II

A administração do blog resolve não se manifestar acerca dos resultados (não) obtidos na última quarta-feira, 19 de março de 2010.

Apesar da importante lição aprendida, e de reconhecer que ao final foram eles que não se entregaram para os homi de jeito nenhum, amigo e companheiro, preferimos olhar várias vezes o vídeo mostrado aqui dois posts atrás.

Sem mais para o momento,

att,

heidy.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sobre a memória curta dos torcedores brasileiros

A Seleção Brasileira que participará da Copa do Mundo da África do Sul já está convocada. Bem, já está convocada sob protestos incansáveis de muita gente. Torcedores estão abaladíssimos com a ausência de Adriano na lista. Com a ausência de Ronaldinho Gaúcho. Com a ausência de Ronaldo Fenômeno, de Neymar, de Ganso, de Pato... (meu Deus, o que será da gente sem eles?!).


É preciso dar um pause nessa polêmica toda e analisar a coisa por conta própria, sem dar muita atenção a toda a mídia que se cria em cima de nomes e que sustentam a suposta “burrice” do nosso treinador. Afinal, Dunga não é inocente. Pouca gente entende de futebol como ele, e é chegado o momento de confiar nas decisões de quem foi designado para dirigir a equipe que vai lutar pelo hexa no próximo mês.


Vamos voltar um pouquinho no tempo: 2002. A mídia inteira pede, e os torcedores vão na carona: todos querem Romário. O pedido do momento, o star, o astro, aquele que tinha feito tanto pela camisa canarinho. Luis Felipe Scolari, o “gaúcho burro e intransigente”, segundo expressões do centro do país, diz que não. Resolve juntar sua equipe, “cercar-se de seus homens de confiança” (outra expressão bem corriqueira na época) e partir para a guerra. Vitórias simples e consistentes, um gol ou dois de diferença, em sua maior parte. O “futebol-show” difundido como característica principal da seleção era pouco a pouco substituído pelo futebol direto e objetivo pregado por Felipão. O “retranqueiro” Felipão avança com passos firmes e cara sisuda, jogando sério e passando por seus adversários, um por um, cada qual ao seu tempo, sem fazer previsões homéricas sobre próximos adversários ou possíveis conflitos contra quem quer que seja. Bingo. Tudo deu certo, Brasil campeão.


Em 2006, o técnico Parreira conciliou tudo e todos. Deixou o povo falar, montou uma equipe de stars. Não modificou em quase nada sua base desde que assumiu a seleção em 2003. Uma equipe no mínimo arrasadora. O quarteto mágico formado por Kaká, Ronaldinho, Adriano e Ronaldo prometia uma campanha digna de nota cem com estrelinha. No momento de jogar, que afinal é o que conta, não se viu nada disso. O Brasil se mostrou apático, fraco, sem ganas de jogar. Lembram disso? Lembram das vitórias apáticas sobre Croácia, Austrália, Japão e Gana? Vitórias essas que passam para a história como “o dois a zero na Austrália”, ou “a goleada sobre o Japão de virada”, mas que no fundo, quem viu, quem acompanhou e não analisa só os resultados do placar, sabe que foram jogos de dar sono tamanha a falta de comprometimento da nossa equipe.


Chegamos a 2010. A história se repete. As pessoas querem tal jogador, querem tal outro. Só que Dunga tira da lista algumas figurinhas marcadas. Não levará Ronaldinho (e por que deveria, se o cara não é convocado há tempos, não estava nos planos, e está passando por uma fase de retomada do seu futebol – fase ainda não completa?). Não levará Adriano e Ronaldo (e por que deveria, se eles aparecem muito mais pelas ações extra-campo que pelo seu futebol – e olha que jogam super bem). Não levará Pato, apesar de ele quebrar a casa inteira, se separar da Stephani e inventar entrevista falsa em revista italiana para se separar dela. Na coerente lista publicada no último onze de maio, o “gaúcho burro” mostrou que está indo pra Copa com gente que está a fim de jogar futebol, com gente que evoluiu de verdade no seu futebol nos últimos anos, não com quem conta com o apoio midiático extra-campo.


Dunga: futebol sério.


A Copa do Mundo é um torneio sério, curto e direto. A equipe que defende um país deve ser uma equipe, e não um conjunto de estrelas do futebol que não se entrosam. Estrelas solitárias não ganham Copa, e isso está na história. Ninguém carrega um time sozinho nas costas. As manifestações na internet, a hostilidade dos “brasileiros” contra seu treinador e sua equipe, as opiniões em fóruns de debate no qual dizem que vão “torcer pela Argentina”, ou “torcer para que o Brasil perca logo na primeira fase para deixar de ser burro” só me deixam mais felizes ainda. Porque é o mesmo tipo de manifestação que se ouviu em 2002, o mesmo que se ouviu em 1994 (eu era pequeno mas lembro, hein? Quanta crítica ao Zinho “enceradeira” e ao Taffarel “frangueiro”?), e que não se ouviu em 1998 ou 2006, quando a soberbia de uma equipe de estrelas estragou a festa da maior parte da população.


Por isso, e literalmente, bola pra frente. Eu acredito na experiência desses que estão aí.


Dunga neles!


--\\--


Em tempo:


Parafraseando um amigo que me enviou este vídeo essa semana, enquanto no Brasil “se tira sarro da seleção em propaganda de cerveja”, na Argentina eles conseguem empolgar toda uma nação com sua equipe:



Em tempo II:


Um amigo francês, ontem, me chamou de canto, visivelmente preocupado: “Cara... tava pensando... se vocês têm uma equipe que pode se dar o luxo de não chamar o Ronaldinho, a gente tá perdido, meu...” Eu apenas sorri e fiz cara de "pois-é-fazer-o-quê-a-gente-é-foda". Ele não deve ter dormido à noite.


.

Não tá morto quem luta e quem peleia


Não podemo se entregar pros homi!
Mas de jeito nenhum, amigo e companheiro!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Miau...?

Com vocês,

Les petits chanteurs à la croix de bois:



T'aqui o site deles.

miu.

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das mães

falando com amigas que já são mães há dois meses,
há quatro meses,
há seis meses,
há quase dois anos (final de semana chegando...).

Tantas amigas que mudaram de vida em função de uma outra vidinha que apareceu por aí, e que eu não pude acompanhar de perto nesse últimos tempos. Falo com as mães destes pequenos seres e me lembro da minha, que tantas vezes também mudou de vida em minha função, em nossa função, e que quando tinha a minha idade já tinha dois pedaços de gente pendurado no braço. Tantas mudanças foram acontecendo de lá para cá, que não vale a pena numerá-las. Afinal o tempo passa, os filhos crescem, outros filhos vêm, outros vão, ficam longe um tempo, depois voltam, dizem oi, dizem que estão bem, agradecem por ela nunca ter deixado de ser mãe.

esse texto é um afago, um carinho, uma lembrança, um abraço, uma maneira de dizer que nós, os filhos, sempre damos um jeito de deixar um beijo pra mãe. E a minha sabe do que eu estou falando.

Feliz dia.

com amor,
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