sexta-feira, 20 de março de 2009

Em setembro

Tudo no mesmo local, que se transformava de acordo com o que acontecia. Três amigos que não eram dali acharam uma máscara de leão, que ao ser colocada se ajustava de acordo com o rosto da pessoa, o que lembrava um pouco o vilão do Máscara. Num posto, via algumas bombas de gasolina explodirem, com um efeito cinematográfico de explosão lenta. Depois, eu chegava com o meu pai no local para investigar um assassinato. O dono, responsável pelo local, era estranho e eu logo desconfiei dele. Cultivava umas melancias que eram modificadas: ele podia tirar o peso delas e quicá-las como bolas de basquete. Entramos no local que era fechado com panos, cortinas pretas como numa sala de teatro. Não possuíamos muitas evidências. Meu computador tinha dado um problema e o cara que veio arrumar trocou por um outro, muito mais antigo, com a mesma velocidade, só que com a carcaça bem antiga. Eu tinha ficado num albergue apenas no dia 23, e ainda estava com a roupa de cama do lugar, não sabia se estava ou não pagando 25 (Reais? Euros?) por dia. Já tinham se passado três dias e eu nunca conseguia voltar lá para entregar os lençóis e pagar o lugar, porque todo dia tinha uma correria pra fazer. As crianças brincavam sobre o local do crime, o dono estranho chegava quicando a sua melancia e as fechava em um canto. Meu pai, que agora é algum mocinho de filme norte-americano, chega com outras pessoas. O dono estranho o cumprimenta e sai do local. O mocinho pergunta às crianças o que ele fez e uma delas responde “nada, ele é alto, bem alto.” Em algum outro lugar, me deparo com uma criança (deve ter uns quatro anos) que fez um comercial que é um amor. Converso com ela. Ela brinca com um carrinho de controle remoto enquanto me explica coisas sobre comerciais e teatro. Estou em algum cruzamento da RS 30, Tramandaí/ Osório, e tenho que esperar o carro passar pra atravessar com o meu. Vôo com minhas asas x-men, cruzo o mundo pelo hemisfério sul, do Japão para o Brasil. Tudo tem tons de marrom, como no prompt do avião. Vejo minha família lá embaixo. Uma menina com asas lindas e uma mulher com asas deformadas que diz que não pode voar. As asas são tão lindas que começo a gostar da menina. Saindo do elevador espelhado, lembro as evidências do assassinato. Desconfio do dono do local e do técnico que trocou meu computador por outro. Tinha alguma coisa relacionada com o furo de uma bolsa, meu pai que percebeu. Temos que passar a noite em uma mansão estranha. Uma mulher, talvez com medo do local, deita na cama com a cabeça virada para o lado dos pés e se encolhe. A cortina branca e longa balança na janela sob a luz do luar. Penso que não posso acordar sem desvendar o mistério. Acordo.

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